01 novembro, 2012

vai dar tudo certo.

na minha estúpida incapacidade de te dizer a falta que me vais fazer e o quanto eu gosto de ti, fingi que este dia foi igual a todos os outros dias em que te grito da casa de banho um bom dia, enquanto já estás a abrir a porta da rua.
desta vez, em que a tua partida é mesmo real, não quis pensar muito nisso, para não doer. fui-me focando naquilo que tenho para fazer, tentando ocupar a cabeça toda com isso, para não me custar que a partir de amanhã, já não me digas para ligar o esquentador, ou para apanhar a roupa, ou que me perguntes se podes usar o meu secador.

caramba, desta vez foste mesmo embora e eu só te soube dizer que vai dar tudo certo.

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