06 janeiro, 2013

menos valente a cada dia


isto não é para desabafar nem é para procurar nada.
é para me lembrar, ou para não esquecer que nós tentámos. estamos fartos de tentar. ouvimos sem reagir, lidámos sem perceber como não percebes que és tu quem nos afasta. és tu quem nos dá vontade de não voltar a casa. e não, se achas que nos deste tudo, desengana-te. só agora é que percebo o que me falta e percebo que foste tu quem mo tirou. falta-me falar mais alto quando eu sei que sou eu quem tem razão, falta-me dizer o que quero dizer com segurança e saber quando tenho razão e quando estive bem, orgulhar-me disso. 

que isto nos faça mesmo aprender. e que a vida não me faça assim, como tu és.

29 dezembro, 2012

change the world by changing yourself

há 10 meses, quase aleatoriamente conheci o Miguel. o Miguel é português, era engenheiro e vivia em Lisboa, lembro-me de o ouvir falar de fluffy robots, e dos seus óculos redondos e -, para dizer a verdade, - pouco mais. conheci-o mas nem sei se chegámos a falar.
esta semana, o Miguel escreveu-me um email porque viu o meu kind of site e falou do meu trabalho. usou a palavra brutal para o descrever! ainda disse que fica feliz de saber que estou a trabalhar com pessoas tão especiais. 
eu pensava que o Miguel estava a viajar e por isso vi tantas fotografias da Índia no seu instagram. mas não. o Miguel foi sozinho morar para a Índia. foi conhecer as tribos mesmo como quem conhece e não como quem vai tirar fotografias às paisagens. contou-me como vivem lá e como acontecem as coisas mais tristes. nunca deixou de falar da alegria, da amizade e da união das pessoas. o Miguel fez-me ter vontade de ler os posts mais compridos do seu blog, que contam como vê as coisas e como se vive na Índia.
o Miguel vai mudar o mundo a começar pelas tribos da Índia. ele nem desconfia, mas tem-me deixado a pensar...

24 dezembro, 2012

O Natal


O Natal é hoje e eu não gosto do Natal. No Natal comemos bacalhau, batatas cozidas, couves e um molho bom que a mãe faz. 
No Natal há doces mas eu não gosto de nenhum. No Natal tem de se dizer "Feliz Natal" e desejar que o próximo ano seja lindo. No fim do Natal, as pessoas perguntam "então, foi bom o Natal?". No Natal, a pessoas deviam ir à missa, porque quem faz anos é Jesus, mas ninguém se importa tanto com isso. 

O meu desejo para este Natal é que passe rápido.

17 dezembro, 2012

13 dezembro, 2012

como se apanha um coração

sem dar o nosso por caução?

26 novembro, 2012

13 novembro, 2012

com muita coisa a ocupar-me a agenda,

e nem tanta coisa a ocupar-me o coração, não tenho tido tempo de parar, de respirar fundo e de sentir que vai dar tudo certo ou que é este o caminho. 
up, Joana, UP!

Quermesse

é o nome do projeto que tenho nas mãos. nas minhas mãos, nas do Rui, da Ana, do Filipe, do Bruno e da Susana (que podem conhecer aqui). 
dentro de poucos dias nasce um restaurante no centro de Lisboa com muita pinta e nenhuma cagança. não queremos ser cool nem usaremos a loiça das nossas avós. não teremos retratos e molduras afixadas na parede nem as cadeiras todas diferentes.

não vamos ter medo das coisas feias da casa dos nossos pais, nem das histórias do bibelôs que toda a gente odeia mas ninguém tem coragem de deitar fora. nos dias que correm, e para contrariar este cenário de tantos dias cinzentos, o que mais vamos ter é coragem!

é aqui que vamos publicando os avanços e o processo criativo que estão a fazer a Quermesse nascer e crescer. sigam, digam qualquer coisa!

03 novembro, 2012

adventure may hurt you but monotony will kill you.

01 novembro, 2012

vai dar tudo certo.

na minha estúpida incapacidade de te dizer a falta que me vais fazer e o quanto eu gosto de ti, fingi que este dia foi igual a todos os outros dias em que te grito da casa de banho um bom dia, enquanto já estás a abrir a porta da rua.
desta vez, em que a tua partida é mesmo real, não quis pensar muito nisso, para não doer. fui-me focando naquilo que tenho para fazer, tentando ocupar a cabeça toda com isso, para não me custar que a partir de amanhã, já não me digas para ligar o esquentador, ou para apanhar a roupa, ou que me perguntes se podes usar o meu secador.

caramba, desta vez foste mesmo embora e eu só te soube dizer que vai dar tudo certo.