03 março, 2008
02 março, 2008
21 fevereiro, 2008
há amores assim
não demores tanto assim, enquanto espero o céu azul, cai a chuva sobre mim. não me importo com mais nada, se és direito ou o avesso. se tu fores o meu final, eu serei o teu começo.
19 fevereiro, 2008
18 fevereiro, 2008
11 fevereiro, 2008
Cidade Maravilhosa
Fez-se dia. Máquina fotográfica, carteira e óculos de sol na mala, fui para o carro. Vidros escuros, portas trancadas. Amendoins assados, balas, refrigerantes, dignidade: tudo se vende, basta haver um sinal vermelho que faça parar o trânsito. Abanar a cabeça ou fingir-me distraída. Metralhadoras em punho, policiais a menos para a quantidade de gente.
Muita coisa abandonada. Grandes edifícios que não deram em nada, só prejuízo. Abandonados no meio da cidade, cinzentos.
A alma, dão em troca de meia dúzia de reais. Fazem o pino, vendem prémios, prometem financiamentos para tudo (e mais alguma coisa) para gastar o que conseguem numa garrafa de cachaça e duas cervejas.
A natureza, rica demais para tanta gente que não quer saber.
No centro, a vegetação que por pouco ia sendo levada por mais umas barracas dos que vieram na falsa esperança de sucesso. Árvores com muitos metros isolam os ruídos da cidade. Acaba-se o barulho, o povo, o trânsito, as forças policiais. Só a natureza: pássaros, flores, palmeiras e verde, muito verde que fazem esquecer o cinzento da cidade.
Com trinta metros e muitas toneladas, abre os braços de orgulho sobre a cidade, imponente, o Redentor.
07 fevereiro, 2008
Girl of his dreams

Entrou no metro, viu uma rapariga e perdeu-a de vista. Descobriu que era a mulher dos seus sonhos e não descansou enquanto não a encontrou. Procurou-a por todo o lado: blogs, jornais, até que apareceu. Uma amiga reconheceu a descrição e agora estão juntos.
06 fevereiro, 2008
Porquê
E se de vez em quando, olhássemos um bocadinho para além dos nossos próprios umbigos?
Talasnal 2008
No fim, devo dizer que valeu a pena.
As discussões, as desilusões, o sentimento de que não faço parte, a vontade de soltar a resposta, a negação. Vale a pena, insistir em ter os dedos descoordenados nos acordes da viola, vale quase sempre a pena quando no fim me apercebo de que para além da frieza e distância, há um vestígio de orgulho, há reconhecimento.
Pela distância, pela paisagem deserta, pela intensidade e pelas pessoas, essencialmente pelas pessoas... Daqui para a frente e aconteça o que acontecer, posso-me orgulhar de pertencer à K&Batuna, de ter partilhado isto convosco.
Obrigada aos que se dedicaram a organizar isto. Parabéns.
I'm not from Slovakia.

