01 novembro, 2007

Para quem não sabe; nem quer saber

De ti, soa-me sempre tudo tão mal, é tão frio. Só precisava que me fizesses sentir em casa, que te preocupasses minimamente e que visses mais para além desse teu umbigo com a mania dos quilos a mais. Não dás nem um bocadinho do que esperei de ti. Agora já nem espero nada. Só que vás percebendo que estou arrependida de te ter confiado esse lugar.
És tudo aquilo que eu esperava não encontrar. Tive medo e tentei fazer uma selecção, quando no fim, calhaste tu. E tão mal...
Tens muito daquilo que desprezo.

Hoje, para ti, as minhas palavras são assim, duras e frias.

Um dia, ainda hei-de aprender a esperar menos as pessoas. O mínimo. Assim só pode correr bem, só pode melhorar. Pior, nunca.

31 outubro, 2007

31 Outubro 2007

Acordei. Tentei adormecer de novo para me esquecer do que me faltava. Ia ficar para a noite, a última dessa festa que é para os que este ano deixaram para trás os lugares e as pessoas, atrás de crescer.
Programei o dia, que seria vazio, logo à partida. Eu, uma taça de cereais e a televisão. À noite, duas cervejas e um pão com chouriço. Pessoas, das verdadeiras? Poucas. Rapidamente mudei de planos. Acordei para o que sentia e fiz as malas, como fazem nos filmes: tentei adivinhar o que me faria falta, atirei a roupa para a cama e meti-a na mochila, desliguei a música e peguei nas chaves. Autocarro, corri para o comboio. Uma mão na bilheteira e um pé no comboio, na ânsia de voltar a casa. Sentei-me ainda com a mochila às costas.
À minha frente: olhos claros, cansados e vazios pestanejando a evitar o sono. As mãos, calejadas, faziam prever que a vida tem sido dura. Tentei adivinhar-lhe os pensamentos, a ele e aos que olhavam a paisagem que passava, rápida, mesmo ali ao lado. Olhares dispersos, ansiosos.
Tentava adivinhar os pensamentos de todos, fugindo assim dos meus.
Faltam-me os que me fazem sentir em casa, os que sempre estiveram cá. Faltam-me os meus, cada vez mais, sempre.

by Fráguas

"Quem diz que foder é bom, nunca cagou à rasca."

12 outubro, 2007

Tens que dar um pouco mais do que tens


"...devíamos tentar fazer deste mundo uma espécie de sítio melhor."


21 setembro, 2007

Splaaash!


- E diz-me Francisco, o que é que respondes quando alguém olha para ti e diz "Amo-te"?

- Olha... começo a rezar para que seja lançada uma bomba atómica para não ter de responder.

- Eu sei como isso é... se respondermos "Amo-te" parece que estamos a dizê-lo por obrigação...

- Se não dizemos nada, parece que não gostamos da pessoa.

- Se dizemos "Também gosto muito de ti" parece que a pessoa gosta mais de nós do que nós dela, por isso...

- Mas mais vale rezar com muita força e esperar que soem as sirenes que indiquem ataque atómico eminente.

- Mas... sabes, Francisco... ainda tenho a esperança de que um dia... a pessoa certa diga que me ama... e eu responda que o amo. A sentir, realmente.

20 setembro, 2007

Sweet Heart


the special one.

11 setembro, 2007

Déjà Vu

Everything you have, you lose, right? Mother, father - gone. Loved ones gone in a second. That's what this job teaches you, isn't it? No matter what, no matter how hard you grab onto something - you still lose it.


Right?

Invisible


From here.

10 setembro, 2007

Aqui está ele...


...e uma preguiça que "é tão fofa que demora meia hora para levantar uma pata", disse-me ele.

05 setembro, 2007

Ok Go



Muitíssimo a favor destes senhores.