25 agosto, 2013

o que te falta fazer?

hoje, à margem do rio, a almoçar, o Rui perguntou-me o que me falta fazer. disparei duas ou três coisas que me surgiram ali, mas pensando bem...


falta-me aprender que há coisas que não têm importância e não gastar tanta energia nelas.
falta-me fazer uma coisa (produto, projeto, marca…) que seja útil, que dê frutos e que dure no tempo.
falta-me perder preconceitos.
falta-me saber responder com amor às pessoas que gostam de mim.
falta-me perceber o que gosto de fazer e procurar fazê-lo mais vezes.
falta-me fazer desporto.
falta-me pensar em mais coisas que me faltam para procurar que não me faltem mais.

mas, olhando para trás, tenho mais do que o que me falta.

23 agosto, 2013

the world can be better and you'll be the cause.

thank you for whispering in my ear: 
keep going, keep going, keep going.

inspired by this kid, The President

09 agosto, 2013

verde e azul





ilha de São Miguel, Açores. julho 2013


17 junho, 2013

engate

tu estás livre e eu estou livre e há uma noite p'ra passar. porque não vamos unidos porque não vamos ficar na aventura dos sentidos? tu estás só e eu mais só estou, tu que tens o meu olhar. tens a minha mão aberta à espera de se fechar, nessa tua mão deserta. vem que amor não é o tempo, nem é o tempo que o faz. vem que amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. tu que buscas companhia e eu que busco quem quiser. ser o fim desta energia, ser o corpo de prazer. ser o fim de mais um dia. tu continuas à espera do melhor que já não vem. e a esperança foi encontrada antes de ti por alguém, e eu sou melhor que nada.

nunca tinha ouvido esta música assim, com o coração. mas ontem ouvi pelo Tiago Bettencourt, e em repeat. tanto a ouvi, que quando saí de casa, na Padaria Portuguesa, ouvi a original pelo António Variações e depois, sem querer, encontrei o Tiago Bettencourt na rua. ele, em pessoa.

27 maio, 2013

home is where my mom's hug is.

829

desfado

ai que saudade tenho eu de ter saudade,
saudades de ter alguém que aqui está e não existe.

Ana Moura

07 maio, 2013

15 abril, 2013

not true

hoje não quero que o dia morra, e que nasça só no meu dia de aniversário. não. não quero ir deitar-me no sofá e deixar que as artes finais se façam sozinhas. não.

05 abril, 2013

better not stop moving

Joana, o mundo está a empurrar-te para cima.

20 março, 2013

cama 24


é um projeto teu? precisas de ajuda? posso ajudar? é para hoje? não tens mais ninguém? eu safo!
não, Joana. assim não vai dar. assim ficas com tempo para tudo menos para a tua própria vida. não tens tempo para um cafézinho com um amigo de quem nem tiveste tempo de perceber que tens saudades e com quem não falas há meses. nunca falaste com aquela grande amiga da faculdade que sabes que tem um novo namorado mas que já passou tanto tempo que nem faz sentido falar mais sobre isso. sem tempo para beber até cair, e rir. porque tens idade é para fazer tudo, enquanto a vida te permite, não é? e depois ficas sem tempo. sem tempo para nada, nem para pensar. nem para respirar, e muito menos para respirar fundo.

e lá se vai o pulmãozinho, que colapsa, que te põe numa maca de hospital. sem nada. nem a tua própria roupa. põe-te assim, sem sequer te deixar levantar pelo teu pé. e percebes que ao fim de poucas horas, já não tens o que pensar, já esgotaste o cérebro de pensar em tudo o que havia para pensar. só dor. foda-se.

ao fim de sete dias deitada numa enfermaria, dão-te alta. tiras aquela bata de hospital, vestes as calças de ganga e os ténis e sais vaidosa para a rua, como se fosse uma roupa especial, como se toda a gente com quem te cruzas na rua, fosse reparar que finalmente estás vestida, em vez daquela bata de hospital que vestiste durante sete dias!
frio na cara, gente na rua, o céu azul… parece tudo lindo. foda-se. não fosse este internamento e não repararia que as flores das árvores da minha rua já nasceram. e depois de sete dias parada, presa a um tubo que me aspirou os pulmões, percebo que está tudo bem, o mundo continuou e não há caso para pânico, ninguém morreu e nenhum projeto congelou por causa da pleura do meu pulmão.